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Hora do Rush |
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Beto Frega |
Alex |
Júlio |
Paulo |
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(Bar "Let It Be" - Copacabana - RJ -1984) |
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Tudo isso você pode conferir no CD que está sendo lançado pela Brancaleone
Records. É uma gravação ao vivo feita por Filipe Cavalieri, de um dos nossos
shows no extinto bar Existe Um Lugar, na Estrada de Furnas, Alto da Boavista - Rio de Janeiro - dentro do
coração da Mata Atlântica. |
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1 |
Podemos começar em 1979, quando na Faculdade de Arquitetura Bennett, no Rio de Janeiro, dois grupos fundiram-se:
CIDADE NOVA e FANTASIA. Do primeiro vieram Eduardo Lissovsky (bateria e voz) e Zulu (baixo) e do segundo: Eliane Lavigne (voz), Alex Saba (violão e voz) e Ronaldo Güttler (piano e violão). O resultado foi o ÁGUA FURTADA, que cantava um repertório próprio e sucessos "desconhecidos" da MPB. Pouco depois entrou Beto Frega (piano), também do CN e em seguida saiu Ronaldo, ficando assim estabelecida a formação final. |
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2 |
Em 1980, para o Festival de Música da Faculdade Santa Úrsula, eles começaram a preparar cinco
músicas a serem inscritas. Duas cantadas, de autoria de Eliane e três instrumentais, compostas por
Beto, Alex e Eduardo. Enquanto aguardavam que o compositor e arranjador Ronnie Lins trouxesse os arranjos
para as músicas de Eliane, ensaiaram as músicas instrumentais. Eliane aos poucos afastou-se
dos ensaios e quando viram, desligou-se do grupo, passando a cantar com a banda CONTRATAQUE, integrada dentre
outros por Ronnie (que veio a tornar-se seu marido). Com isso tudo, Beto, Alex, Eduardo
e Zulu, resolveram chamar uma outra "voz" para reforçar o grupo nessa apresentação
e o escolhido foi o saxofonista João "Dexter" Gomes. Prá encurtar isso tudo, a apresentação foi um sucesso. O grupo foi chamado ao palco para fazer o show do intervalo, onde aproveitaram para desfilar todo o seu repertório jazzístico. Ganharam com as músicas Hora do Rush (primeiro lugar e melhor arranjo) e Martini Sêco (em segundo). |
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3 |
Mas como diria Bela Bartok: "Competição é coisa para cavalos!". De nada adiantou tanta premiação. Eles precisavam tocar e foi isso o que fizeram. Infelizmente não podiam contar sempre com a grande figura de João "Dexter", mas os quatro foram em frente, até que...Até que Eduardo Lissovsky resolveu sair para integrar o quinteto vocal Tinta Fresca. Em seu lugar entrou Reginaldo. Pouco depois foi a vez de Zulu, que saiu para formar com Eduardo o Dr.Sylvana. O HORA DO RUSH parou, ficou "hibernando". |
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4 |
Em 1982, Alex procurou Beto e depois de muita conversa, resolveram retomar o grupo. Chamaram primeiro o amigo Júlio Gamarra, excelente baterista e músico bastante requisitado por nomes conhecidos como Marcus Resende e Kid Abelha. Para o baixo chamaram Paulo Bergo, que conheram tocando em uma banda de blues e funk. Os quatro consolidaram a formação do Hora Do Rush. |
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5 |
Essa é a que ficou mais conhecida do público. Com ela, o HORA DO RUSH apresentou-se em praticamente
todos os bares com música ao vivo do Rio, com um detalhe: eles jamais se renderam a fazer "música
de fundo", tocando com energia (leia-se volume) e valendo-se do carisma e do talento inigualável de
Júlio. - Beto era o maestro, o mais jazzista dos quatro, revezava-se entre o piano e um sintetizador Pro-One (uma novidade na época). - Alex o mais "fusion" e co-autor com Beto da maioria das músicas do repertório, usava efeitos os mais diversos em seu violão Ovation, transformando-o até em uma guitarra distorcida. - Paulo era o "funkeiro" do grupo, o responsável por fazer as coisas balançarem e as pessoas dançarem. - Júlio era o elemento catalizador dessa verdadeira usina. E assim foram |
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6 |
Mas como nem tudo são flores. Beto precisou mudar-se para Curitiba em 1984, por problemas familiares (ele casou!)e não pode sequer gravar as aparições que fizeram na TV, sendo substituído. Quando não pode mesmo dedicar-se ao grupo, entrou em seu lugar Luth Dewet, que fez alguns shows saindo pouco depois. Vieram então Jansen Penna (piano) e Luiz Salomé (bateria) no lugar de Júlio, pois os compromissos deste com o Kid, não permitiam mais que ele tocasse no grupo. Nunca chegaram a se apresentar com essa formação. Com a mudança de Paulo para Maceió, Alex achou por bem encerrar o grupo não havia como tocar sem a química especial que acontecia entre os quatro. |
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A nota mais triste foi o falecimento em 1992 de Júlio Gamarra em um estúpido acidente de carro na estrada de Bacaxá no Estado do Rio de Janeiro. Acima de tudo perdeu-se, não só um grande amigo, mas uma pessoa que era amada por todos que a conheciam. Seja lá onde ele estiver, tudo o que está sendo feito é para preservar a memória desse músico fabuloso. VALEU JÚLIO!!! Alex Saba |
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